Estudante do Ensino Médio é aprovada no PAS e dá dicas de como é possível alcançar esse objetivo
Os efeitos da globalização no mundo atual têm acometido as pessoas de todas as formas possíveis. As transformações são inevitáveis e as expectativas de melhorias tornam-se mais contundentes a cada decisão que tomamos. Na Educação a situação é mais delicada, ao passo do compromisso ético e responsável dos educadores, bem mais além do simples exercício de suas funções.
Essas preocupações, mediadoras de conflitos, decisões, medos e conquistas, tornaram-se cotidianas para os jovens de hoje. Na época contemporânea, o papel do Ensino Médio na vida dos estudantes é fator decisivo para as suas escolhas. A exigência de medidas imediatas interpôs condições a essa geração que tão logo percebeu a necessidade de focar os ideais a serem conquistados.
Nesta etapa da vida escolar, os adolescentes se preparam para desafios, consolidam valores e atitudes, elaboram projetos de vida, encerram um ciclo de transformações no qual se instrumentam para assumir as responsabilidades da vida adulta. Foi exatamente o que aconteceu à Tereza Pinheiro dos Santos, aluna do CCI, aprovada no PAS, em 2008. Para ela, o período representa um recomeço de lutas e novas conquistas. Veja detalhes na entrevista abaixo.
A trajetória...
Francianne: Quando começou seu interesse em ser aprovada na UNB?
Tereza: Desde que entrei no CCI, na primeira turma do Ensino Médio, sempre tive esse objetivo. Já fazia inglês e isso me ajudou bastante pelo curso que pretendia fazer, no caso, Letras.
Francianne: De que forma você construiu esse caminho?
Tereza: Muito difícil, pois sempre priorizei os estudos acima de tudo e o inglês me exigia demais. Abri mão da diversão, de sair com as amigas só por causa desse compromisso. Foi complicado dizer não e resistir.
Francianne: E como foi a primeira prova do PAS?
Tereza: Nossa, eu me lembro que perdi o dia do pagamento do boleto e fiquei desesperada. Corri na Coordenação e o Anderson (Lira) me ajudou bastante, ligou na UNB, até que consegui fazer a prova. Tenho muito a agradecer.
Francianne: Quem era a Tereza aluna dentro de sala de aula?
Tereza: Estava sempre atenta às aulas, aproveitava todas as informações passadas pelos professores, principalmente nas aulas de Geografia, Matemática e Português. Enchia a paciência deles com as minhas dúvidas. Quando entrei aqui, eu não sabia Matemática e decidi aprender de qualquer jeito.
Francianne: Como era o seu horário de estudo?
Tereza: Uma hora por dia de estudo, à tarde, e três vezes por semana no inglês. Finais de semana, à noite, sempre estudando. Ainda entrei em um cursinho para tentar passar na Secretaria de Saúde.
Francianne: E aí, qual foi o resultado?
Tereza: Não consegui, mas fui aprovada no concurso dos Correios. Tive que desistir porque não teria como conciliar os estudos para o PAS.
Francianne: Você falou de disciplina e dedicação. É isso que falta aos jovens estudantes de hoje?
Tereza: Mais que isso, eu acho que a escola incentiva o aluno e deve cobrar cada vez mais. Acredito que o CCI tem condições de prepará-los para o PAS. No entanto, eles precisam traçar seus objetivos. Eu sou uma prova disso e recomendo aos que conheço.
Expectativas para o futuro...
Francianne: E quais são os seus planos agora?
Tereza: Concluir a faculdade, correr atrás de uma especialização fora do Brasil e ser professora, o que posso conseguir antes do término do curso. Também pretendo passar num concurso em que eu possa trabalhar seis horas.
Vida pessoal...
Francianne: E o coração, como está?
Tereza: Bom (risos), namoro o Hilquias há três anos e quando iniciamos, a Coordenação me ajudou bastante devido à preocupação dos meus pais. Sempre tinha aquela conversa de que atrapalharia os nossos estudos. Mesmo estudando juntos, nunca deixei isso me atrapalhar e serviu de incentivo a ele. Certa vez, fiquei doente pela ansiedade de estar preparada para a prova. Minhas notas caíram e logo associaram o fato ao nosso namoro e não era. Surgiram intrigas, ciúmes, mas superamos e estamos juntos até hoje.
Francianne: Qual foi a reação dele quando soube da aprovação?
Tereza: Ele ficou um pouco triste porque agora eu vou enfrentar um ritmo mais acelerado e nos veremos bem menos, até porque estávamos juntos o tempo todo. Porém, percebo que ele sentiu interesse em correr atrás de estudar também, pois sempre ressaltei os meus objetivos.
O papel do CCI...
Francianne: Concluindo o nosso bate-papo, qual é o grande diferencial do CCI?
Tereza: Sem dúvida, a qualidade dos professores. Quem faz a escola é o aluno e se temos baixo rendimento temos que recuperar por nosso próprio esforço. Eles me ajudaram demais.
Enfim, Tereza é realmente um exemplo de que ser Educador vale a pena. É assim que o CCI prepara os seus estudantes para a conquista do mercado de trabalho e os incentiva a adquirirem responsabilidade social, a fim de que sejam pessoas realizadas.
