Facilidades para a nova geração
Nos últimos tempos, a maior de todas as preocupações da sociedade capitalista é acompanhar os avanços tecnológicos e se adaptar a eles, não só em termos de recursos, mas, sobretudo, em informação e conhecimento acerca de tudo. As expectativas de pais e estudantes intensificam as responsabilidades que temos e nos impulsionam a alocar meios cabíveis e eficazes que possam permear a melhoria do ensino. Todavia, a Educação de qualidade requer um posicionamento crítico que exceda o repasse de conteúdos e conceitos – métodos, técnicas, regras, padrões estigmatizados, dentre outros são essenciais, mas já não satisfazem a gana de grande parte dos aprendizes, afincos por prática e resultado.
Estudos revelam uma assustadora influência midiática ao alcance dos jovens. As “facilidades” encontradas levam ao comodismo e, no caso dessa faixa etária, a absorção dos dados veiculados é imediata. Hoje é clara a constatação de uma desestrutura na aprendizagem quando o assunto é leitura e interpretação de textos, a nível nacional. As estatísticas, peculiares à compreensão do que se lê, em todas as áreas, avaliam a lacuna de estratégias incisivas no processo educativo.
Entretanto, ao passo de aperfeiçoamentos profissionais e busca constante do aprimoramento das metodologias aplicadas nas salas de aula, temos exemplos de superação e a certeza de que é possível e válido agregarmos esforços infindáveis para reverter esse quadro. Viver e fazer Educação é, além de alimentar o amor pela profissão, acompanhar as modificações nas esferas do conhecimento.
O novo acordo ortográfico está “batendo à porta”, ou melhor, já entrou, desde janeiro. Possivelmente, ainda não estamos familiarizados com as alterações feitas na gramática, tão somente achando fácil essa adaptação. Malgrado as inúmeras diferenciações e exclusão de acentos e hífens, o que altera significativamente a escrita, é preciso correr contra o tempo e colocar o português na ponta da língua, do lápis e do computador, o quanto antes. Somos mediadores de tais contrafações junto aos educandos, e co-responsáveis por instigar a necessidade de ampliação do hábito de estudo. Bom, ortografia é uma convenção, começa por aí. Contudo, é interessante quando essas variações vêm para aproximar a língua e possibilitar a conexão entre a grafia e a fala.